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14 de abr de 2014

Compare tipos de depilação facial e escolha a melhor para você

Buço com vermelhidão da depilação, pelo encravado no queixo ou pelos que incomodam na sobrancelha? A depilação facial costuma ser um drama para as mulheres, e não é só porque o procedimento é doloroso e rotineiro, mas também porque, em alguns casos, ele pode resultar em manchas acastanhadas difíceis de remover. A dermatologista Eveline Sebba, da rede Onodera, de São Paulo, explica que as mulheres devem ter cuidado ao escolher o método depilatório ideal. "A decisão do tipo de depilação deve levar em conta fatores individuais, como as características dos pelos e da pele."

Cera quente

"A cera quente é uma opção interessante para depilar o rosto", comenta a dermatologista Cristine Almeida, da Sociedade Brasileira de Mesoterapia, de São Paulo. O grande problema dessa técnica é que a tração feita contra a pele, associada à alta temperatura, provoca um processo inflamatório. Como resultado pode surgir vermelhidão e inchaço.
A especialista recomenda muito cuidado com a puxada, que deve ser rápida, porém suave, e no sentido contrário ao nascimento dos pelos. Se ela for feita da maneira errada, pode surgir flacidez, mas do contrário o risco está afastado. A temperatura da cera deve ser alta, mas não ao ponto de causar queimaduras. Deve-se prestar atenção também ao tipo de substância utilizada, que pode provocar alergias. O tempo de crescimento é de aproximadamente 15 dias.
Um cuidado muito importante é remover os resíduos de cera sempre que for se expor ao sol, após a depilação, e sempre aplicar um protetor solar no local depilado. Isso vai evitar o surgimento de manchas acastanhadas na região, principalmente no buço.
O procedimento com cera quente pode ser doloroso, mas, depois de algumas sessões, a dor tende a diminuir, já que o pelo nascerá mais fino e fraco. Podem ocorrer pelos encravados. Eles encravarão com maior facilidade porque, enfraquecidos, terão dificuldade em romper os canais por onde passam. Uma boa dica para evitar o encravamento é fazer esfoliações de duas a três vezes por semana, mas lembre-se de evitar fazê-la em até 24 horas após o procedimento, período em que a pele estará mais sensível. Use loções anti-inflamatórias após a depilação também pode ajudar a evitar os pelos encravados. 

Cera fria

A cera fria diminui o risco de queimadura, mas pode ser preciso fazer uma tração maior na hora do procedimento, causando mais trauma, inflamação, possivelmente flacidez e manchas no local. "Os cuidados necessários são, portanto, evitar machucar demais a pele e investir na proteção solar especialmente após a depilação, já que a pele fica mais sensível e exposta ao risco de manchas", explica a dermatologista Cristine. Também há risco de desenvolver alergias em função das substâncias da cera nesses casos. 

A depilação com cera fria dói mais que a cera quente, porque a temperatura, que é ambiente, não ajuda a abrir os poros na hora da puxada, o que torna o procedimento mais fácil. No entanto, as medidas para evitar o pelo encravado são as mesmas da depilação com cera quente .  

Folhas prontas

 Essas folhas agem exatamente da mesma maneira que a cera fria, mas são comumente usadas em casa para a própria depilação e, por isso, o cuidado tem que ser redobrado. Não deixe o plástico com a cera sobre a pele por muito tempo. Puxe o plástico de uma vez, mesmo que sinta um pouco de dor. Se for puxando aos poucos, você corre o risco de ficar com hematomas na região. A dermatologista Eveline lembra que devemos atentar para a composição desses produtos. "Caso a pele seja muito sensível ou ficar facilmente irritada, vale optar por versões hipoalergênicas, que têm menores chances de desencadear reações alérgicas." A dor é parecida com a da depilação com cera fria e as medidas de cuidado para evitar o pelo encravado são as mesmas. Vale realizar uma esfoliação leve no local duas a três vezes por semana.

Pinça

A pinça é uma boa alternativa para retirada de poucos pelos em algumas áreas específicas como a região do queixo e sobrancelhas, por exemplo. Mas o principal problema é o trauma que ela pode provocar à pele, quando o uso for contínuo e se você insistir demais para remover os pelos curtinhos. "Têm gente que cutuca os pelos e folículos pilosos todos os dias", conta a dermatologista Cristine. Essa atitude pode provocar manchas acastanhadas e, muitas vezes, até nódulos e cicatrizes.

Se for feita da forma correta, a depilação com pinça não engrossa os pelos. Isso porque os pelos são removidos desde a raiz. O cuidado vai para não quebrar o pelo na hora da puxada. As chances de encravamento são as mesmas que a da cera, já que os pelos também perdem a força e têm dificuldade para chegar à superfície da pele. Vale colocar a esfoliação, preferencialmente com sabonetes específicos, na rotina de beleza. Uma boa notícia é que esse método não causa nenhum tipo de flacidez, já que, se feito da maneira correta, não causa qualquer lesão à pele. Mas, em compensação, os pelos podem crescer em tempos diferentes, já que é muito comum puxar os pelinhos entre uma e outra sessão.  

Creme depilatório

Apesar da praticidade, o risco de irritação e queimaduras é maior, por isso é o método mesmo indicado pelos especialistas. Mas a dermatologista Cristine conta que existem hoje no mercado cremes depilatórios próprios para o rosto que podem dar bons resultados com o mínimo de efeitos colaterais e complicações. 

Esses cremes têm praticamente o mesmo efeito das lâminas, pois eliminam o pelo, mas não eliminam a raiz. O tioglicolato da fórmula, uma substância química utilizada no alisamento de cabelos, quebra a estrutura do fio até que ele seja dissolvido, deixando a superfície da pele lisinha. Mas o pelo vai nascer pela sua porção mais grossa, assim como na depilação com lâmina, por isso a sensação de engrossamento dos pelos. O produto também pode inibir um pouco a velocidade de crescimento do pelo, o que pode aumentar o intervalo para até cinco dias após o uso. Os cremes ainda costumam possuir ativos hidratantes, como óleos e manteigas, além da vitamina E, que combatem o ressecamento do corpo. 

O ideal é ler todas as recomendações do produto antes de usar. Não se esqueça de fazer um teste de sensibilidade, passando o produto na parte de trás do braço. Espere 24 horas para ver se aparece alguma reação, antes de aplicar no rosto. Se nada acontecer, pode passar o produto , mas nunca ultrapasse o tempo que ele deve ficar na pele. Deixar o cosmético em contato com a pele por mais tempo não melhora o resultado, pelo contrário, pode causar danos graves à pele, como manchas e queimaduras. O uso de protetor solar após o procedimento é indispensável. Esses cremes têm praticamente o mesmo efeito das lâminas, pois eliminam o pelo, mas não 

Fotodepilação

A dermatologista Eveline Sabba explica que a fotodepilação é feita com uma tecnologia chamada de Luz Intensa Pulsada (LIP), diferente do laser. Apesar de se tratar também de uma energia luminosa, a LIP é inespecífica. Ou seja, não age apenas na melanina do pelo, mas também nos tecidos que ficam ao seu redor. Como resultado, a energia emitida não pode ser tão alta, o que destruiria os vasos ao redor. "Com isso, a fotodepilação pode não destruir toda a estrutura da raiz do pelo, deixando intacta a região onde estão as células que produzem novos pelos", explica.

A especialista conta ainda que os cuidados, principalmente com exposição solar, devem ser os mesmos da depilação a laser. Como vantagem, esse método, devido a sua forma de transmissão da energia luminosa, pode ser usado com eficiência para peles com mais pigmentação, como a pele negra e morena escura. E com menor sensação dolorosa em relação à depilação a laser. O número de sessões depende das características do pelo e da pele, e ainda do aparelho usado, girando em torno de oito sessões. Cada sessão custa em média 60 reais. 
Depilação a laser
A dermatologista Eveline explica que a depilação a laser é um método eficaz para retirar os pelos do rosto. Mas certas alterações hormonais pelas quais as mulheres passam podem prejudicar os resultados. "Gravidez, mudança da pílula anticoncepcional, puberdade e outros eventos, estimulam os hormônios, influenciando o aparecimento de novos pelos", explica Eveline. Por isso, é importante que as mulheres pesquisem essas alterações, juntamente com seu médico. Se houverem problemas, como ovário policístico, será indicado o tratamento clínico correto associado à depilação a laser.